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Culto do dia

  • Culto de Oração, Quarta às 20:00
13.04.2018

Devocional – Mateus 7.22

Obras orgulhosas versus fé humilde
Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? (Mateus 7.22)

Considere a diferença entre um coração de “fé” e um coração de “obras”.

O coração das obras obtém satisfação com a vanglória do eu em realizar algo com seu próprio poder. Ele tentará escalar um paredão rochoso, assumir responsabilidades extras no trabalho, arriscar a vida em uma zona de combate, agonizar em meio a uma maratona ou realizar jejum religioso por semanas — tudo pela satisfação de conquistar um desafio pelo poder da sua própria vontade e pela resistência do seu próprio corpo.

O coração com uma inclinação às obras também pode expressar seu amor pela independência, autodireção e autorrealização, rebelando-se contra a gentileza, a decência e a moralidade (Gálatas 5.19-21). Mas é a mesma inclinação às obras, determinada pelo eu e exaltadora de si mesma, que também se desagrada com comportamento grosseiro e se propõe a provar a sua superioridade através de autonegação, coragem e grandeza pessoal.

Em tudo isso, a satisfação básica da inclinação às obras é provar ser um eu assertivo, autônomo e, se possível, triunfante.

O coração da fé é radicalmente diferente. Seus desejos não são menos fortes, pois ele olha para o futuro. Mas o que ele deseja é a plena satisfação de experimentar tudo o que Deus é para nós em Jesus.

Se as “obras” desejam a satisfação de sentirem-se superando um obstáculo, a “fé” prova a satisfação de sentir que Deus supera um obstáculo. As obras anseiam pela alegria de serem glorificadas como capazes, fortes e inteligentes. A fé anela pela alegria de ver Deus glorificado por sua capacidade, força e sabedoria.

Em sua forma religiosa, as obras aceitam o desafio da moralidade, vencem seus obstáculos através de grande esforço e oferecem a vitória a Deus como um pagamento por sua aprovação e recompensa. A fé também aceita o desafio da moralidade, mas apenas como uma ocasião para se tornar o instrumento do poder de Deus. E quando a vitória chega, a fé se alegra por toda a glória e ação de graças pertencerem a Deus.

Fonte: Voltemos ao Evangelho e Ministério Fiel – Devocional Alegria Inabalável – John Piper